axe capoeira logo Axé Capoeira Vol 7 (2008)

01  Reflexão / Amanhã Chego Lá
02  Malandro Elegante
03  Adeus Camarada
04  Nelson Mandela
05  Avisa os Capoeiras (feat. Mestre Duvalle)
06  Eu Vim de Luanda
07  Capoeira Hoje Anda Sozinho (feat. Tonho Matéria)
08  Capoeira É de Bamba
09  Chorou de Fazer Dor
10  Desarrume a Sua Mala
11  Sou Natureza
12  Oração de São Bento
13  Segura o Coco
14  Esperança de Ser Livre








Reflexão

Oi, na vida tudo acontece Oi, na vida tudo acontece, colega velho, comigo aconteceu O aluno que mais queria, virou cobra e me mordeu Minha Mãe ela partiu, foi para o céu morar com Deus E meu cavalo de raça, ficou doente e morreu Ê Minha casinha de sapê, ê minha casinha de sapê colega velho, o vento derrubou A mulher que eu amava foi embora e me deixou O berimbau que eu mais gostava caiu no chão e se quebrou Oi, na vida tudo acontece Oi, na vida tudo acontece, colega velho, pra viver tem seu valor Veja só de onde eu vim, olha só aonde eu tô, camaradinha Iê viva meu Deus (Iê viva meu Deus) Iê viva meu Mestre (Iê viva meu Mestre) Iê quem me ensinou (Iê quem me ensinou) Iê a Capoeira (Iê a Capoeira) Iê a malandragem (Iê a malandragem) Iê dá a volta ao mundo (Iê dá a volta ao mundo) Iê que o mundo da (Iê que o mundo da) Iê vamos embora (Iê vamos embora) Iê pelo mundo a fora (Iê pelo mundo a fora) Iê já ta na hora (Iê já ta na hora)

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Malandro Elegante

Hoje a saudade apertou no meu peito Quando meu berimbau se quebrou Avisando que a capoeira entristeceu Que o saudozo mestre foi embora Mestre Leopoldina morreu A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ê avisando que a capoeira entristeceu Saudoso Mestre foi embora Mestre Leopoldina morreu Hoje a terra de Aruanda está em festa Com a chegada do grande poeta, e cantador Que aqui na terra deixou muita saudade No jeito de jogar na malandragem No mundo que o mestre se consagrou Com seu chapéu de aba, e terno branco Malandro, elegante que ao povo encantou Foi moleque, pobre sem dinheiro Já vendeu limão, já foi baleiro Mas na capoeira foi doutor Do Rio de Janeiro pro mundo ele levou Sua malandragem e mandinga seu valor Mas seu destino na terra ele cumpriu Chegou a hora ele partiu Pra perto de Deus nosso senhor A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ê avisando que a capoeira entristeceu Saudoso mestre foi embora Mestre Leopoldina morreu A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ele foi moleque, pobre sem dinheiro Já vendeu limão, já foi baleiro Mas na capoeira foi doutor A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ê mas seu destino na terra ele cumpriu Chegou a hora ele partiu Pra perto de Deus nosso senhor A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Avisando que a capoeira entristeceu Saudoso mestre foi embora Mestre Leopoldina morreu A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ele aqui na terra deixou muita saudade No jeito de jogar na malandragem No mundo que o mestre se consagrou A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ê avisando que a capoeira entristeceu Que o saudoso mestre foi embora Mestre Leopoldina morreu A saudade apertou (Quando meu berimbau se quebrou) Ele foi moleque, pobre sem dinheiro Já vendeu limão, já foi baleiro Mas na capoeira foi doutor

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Adeus Camarada

Chorei de saudade, tristeza e dor Chorei porque Sucuri partiu Chorei de saudade, a tristeza me devora O guerreiro de Angola foi embora Partiu e nem se despediu Esse filoanda hoje está de luto Mas a capoeira em Angola não morreu E hoje no céu ele está sorrindo Vendo sua semente brotando Que ele plantou e cresceu Na terra foi um grande capoeira No mar foi um grande pescador Mas o destino com ele foi cruel Mas Deus que é piedoso Abraçou e levou para o céu Adeus, Sucuri, adeus Adeus, camarada, adeus Adeus, Sucuri camarada, amigo meu Adeus, Sucuri, adeus Adeus, camarada, adeus Adeus, Sucuri camarada, amigo meu Ê, adeus, Sucuri, adeus Adeus, camarada, adeus Adeus, Sucuri camarada, amigo meu Adeus, Sucuri, adeus Adeus, camarada, adeus Adeus, Sucuri camarada, amigo meu

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Nelson Mandela

Nelson Mandela ê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Em mil novecentos e dezoito Uma estrela no céu clareou Comemorando a grande chegada De Nelson Mandela que Deus envio Oi Mandela ê Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela passou Muitos anos na prisão Por ter lutado contra o apartheid E a liberdade dos negros irmãos Oi Mandela ê Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela História do passado Que ao mundo incomodou Nelson Mandela junto com seu povo A igualidade ele conquistou Oi Mandela ê Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Foi presidente da África do Sul Ganhou o prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela foi o último rei negro Igual a Mandela não existe mais Oi Mandela ê Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela Nelson Mandela Nelson Mandela ê, oi lê lê Oi lê lê lê lê lê Mandela

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Avisa os Capoeiras (feat. Mestre Duvalle)

Avisa... a Nicolau do Poço Nascimento Grande, corre hoje Testa de Ferro, Camará Manoel de Jacinta falou A cavalaria entrou chegou Pra Fernando de Noronha eu não vou pra lá A cadeia não é meu lugar Hoje é dia de negro Pois eu quero vadiar Não provoque o negro Que ele vai enfrentar Olha rabo de arraia e cabeçada Rasteira vai lhe derrubar Faca de ponta, ê, vai lhe furar Rabo de arraia, ê, vai derrubar É isso aí Mestre do vale Através dessa cantiga, podemos citar Alguns nomes da capoeira de Pernambuco passado Como: Nascimento Grande, Nicolau do Poço Testa de Ferro, Corre Hoje e Manoel de Jacinta falou É verdade mestre Barrão Estes são os grandes valentões da capoeira do passado Fizeram sua própria história Agora construímos a nossa Com respeito e mantendo as nossas tradições Avisa... a Nicolau do Poço Nascimento Grande, Corre Hoje Testa de Ferro, Camará Manoel de Jacinta falou A cavalaria chegou Pra Fernando de Noronha eu não vou pra lá A cadeia não é meu lugar Hoje é dia de negro Hoje eu quero vadiar Não provoque o negro, negro Que ele vai enfrentar Rabo de arraia e cabeçada Rasteira vai lhe derrubar Faca de ponta, ê, vai lhe furar Rabo de arraia, ê, vai derrubar Faca de ponta, ê, vai lhe furar, capoeira Rabo de arraia, ê, vai derrubar Faca de ponta, ê, vai lhe furar Rabo de arraia, ê, vai derrubar, mandigueiro

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Eu vim de Luanda ê

Eu vim de Luanda ê Eu vim de Luanda Eu vim de Luanda ê Eu vim de Luanda Me arrancam de Luanda Me Levaram pro outro mundo Aprendi língua de branco Em Luanda eu falava Kimbundo ê Luande ê Eu vim de Luanda ê Eu vim de Luanda Muxima chora de saudade Da minha terra Luanda Do mucambo onde eu cresci No meu tempo de criança ê Luande ê Eu vim de Luanda ê Eu vim de Luanda Em Luanda eu tinha todo Era rei e não sabia Tinha cabeça de gado Fazenda e pescaria ê Luande ê Eu vim de Luanda ê Eu vim de Luanda Aqui eu não tenho nada Nem sei o mesmo quem sou Trabalhando e apanhando No chicote do feitor ê Luande ê Eu vim de Luanda ê Eu vim de Luanda

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Capoeira Hoje Anda Sozinho

Eu precisei tu não veio Agora e que tu vem Capoeira hoje anda sozinho e não pede nada a ninguem Hoje ja nao sou mas criança guardo na lembrança tudo que passou O excluído da sociedade mas a capoeira foi que me adotou Eu era uma criança inocente num mundo carente mas ninguém quis saber O mundo esta cheio de gente pequenas de olhos abertos mas não querem ver Eu vivia em uma favela no beto numa viela vivi sem direção A capoeira sempre foi meu guiara escola da vida pegando em minha mão EU precisei tu não veio Agora e que tu vem Capoeira hoje anda sozinho e não pede nada a ninguém EU precisei tu não veio Agora e que tu vem Hoje eu agradeço a Deus e a capoeira também

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Capoeira É de Bamba

Ela é de bamba ê Ela é de bamba Ela é de bamba ê Capoeira é de bamba (Bis) Só conhece quem jogou Na Praça do Diário e na Ribeira Lá jogo o Mestre Teté oi iá iá Que é bamba na capoeira (Coro) Na roda o bicho pegava Mas não existia covardia O capoeira valente E na roda tinha mais poesia (Coro) Ainda hoje eu me lembro E falou com muita emoção Da roda de Mestre Pirajá No Morro da Conceição (Coro) Na roda estava Duvalle Casto, Tudo Duro Espinha e Canção Sapo, Teté, Tony Escube e Dentista Mestre Pirajá, Zabelé e Galvão

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Chorou de Fazer Dor

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Desarrume a Sua Mala

Por favor amor Desarruma a sua mala O que Deus uniu No mundo ninguém separa Êêê minha vida sem você É como um jardim sem flor É uma roda sem cantiga É um berimbau que se quebrou êêê Por favor amor Desarruma a sua mala O que Deus uniu No mundo ninguém separa Duas coisas nesse mundo Que sem elas eu não sei viver Imagina eu sem capoeira Imagina eu sem você Por favor amor Desarruma a sua mala O que Deus uniu No mundo ninguém separa Sei que com você errei Me perdoa por favor E atire a primeira pedra Quem nunca na vida errou êêê Por favor amor Desarruma a sua mala O que Deus uniu No mundo ninguém separa Para mim isso foi coisa mandada Que jogaram pra me separar Mas com a mandinga de um bom capoeira Eu vou lhe reconquistar êêê Por favor amor Desarruma a sua mala O que Deus uniu No mundo ninguém separa O passado eu já vivi O presente eu quero viver O futuro só pertence a Deus Mas na hora da partida quero está bem pertinho de você Por favor amor Desarruma a sua mala O que Deus uniu No mundo ninguém separa

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Sou Natureza

Eu sou natureza aiá Sou capoeira aiá Sou negro Nagô Eu sou o grito que ecoou no Quilombo Sou negro que levantou do tombo Do chicote do feitor Sou ânsia de liberdade, sou amor Sou arte que toca no coração De gente que conhece o seu valor Sou natureza aiá Eu sou natureza aiá Sou capoeira aiá Sou negro Nagô Eu sou o som do tambor que vem do terreiro Sou negro que fugiu do cativeiro No Quilombo se refugiou Sou a voz de um povo que Deus abençoou Sou arte manha me chamo capoeira Que a vida de muitos já transformou Sou natureza aiá Eu sou natureza aiá Sou capoeira aiá Sou negro Nagô Eu sou armada, sou meia lua e rasteira Sou arte que atravessou fronteiras E pelo mundo se espalhou Defendi o Brasil na guerra do Paraguai E da guerra dos holandeses História que ficou pra trás Sou natureza aiá Eu sou natureza aiá Sou capoeira aiá Sou negro Nagô Eu sou a história que o Brasil se envergonhou Destruindo todos os documentos Dos negros que aqui o escravizou Ensinando para o povo uma mentira Que a princesa Isabel deu alforria E a escravidão ela acabou Sou natureza aiá Eu sou natureza aiá Sou capoeira aiá Sou negro Nagô Eu sou natureza aiá Sou capoeira aiá Sou negro Nagô

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Oraçao de São Bento

São bento se tocar na roda eu jogo Se falar do santo eu rogo, Eu rezo e péço proteçao Sóu negro se insistem Em me chámar de escravo O meu corpo sófrido e sóado São as marcas da escravidão São marcas de todas as batalhás da vida Vitorias e pérdas sófridas Não pérco minhá devoçao Carrego no péito A medalhá de São Bento Vai me acudir do sófrimento E me livrar da maldição São bento se tocar eu jogo São Bento pro santo eu vou rezar São bento se tocar eu jogo São bento pro santo eu vou rezar São Bento protetor dos mosteiros Protejá um guerreiro na hora da aflição São Bento, toque cadênciado Um jogo embalado com muita emoção São Bento eu pago minhás promessas Mas me livre dessa, Não me deixe pérder São Bento meu santo guerreiro Eu sóu brasileiro e meu destino é vencer São bento se tocar eu jogo São Bento pro santo eu vou rezar São bento se tocar eu jogo São bento pro santo eu vou rezar

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Segura o Coco

O Coco de Roda, é o rítmo originário de Pernambuco Com influência africana e indígena É uma dança de roda, acompanhada de instrumentos percussivos e cantoria E é executada em pares, fileiras ou círculos Durante festas polpulares do litoral e do sertão Nordestino Recebe várias nomenclaturas diferentes Como: Coco de Roda, Coco de Embolada e Coco de Umbigada O Coco de Roda é uma das miores manifestações da cultura popular pernambuca Viva Pernambuco! Deixe amigo, deixei mãe, eu deixei tia Eu larguei toda família No nordeste e vim pra cá Hoje eu vivo nesse mundo de estrangeiro Sou um simples brasileiro Morando no Canadá Sou nordestino Olha eu sou cabra da peste Sinto falta do nordeste E um dia quero voltar Pra Pernambuco terra de meu coração Terra de padrinho Ciço E o cangacero Lampião Terra de frevo, ciranda, coco, embolada Escuta aqui meu camarada O que eu vou te falar Essa dança de coco é gostoso de dançar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Dança o coco João Dança Zefrinha Não importa de é de tarde Se é de noite, se é de dia Essa dança do coco Eu nunca vi coisa mas bela Esse coco vem de longe Vem lá de casa amarela Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Deixe amigo, deixei mãe, eu deixei tia Eu larguei toda família No nordeste e vim pra cá Hoje eu vivo nesse mundo de estrangeiro Sou um simples brasileiro Morando no Canadá Sou nordestino Olha eu sou cabra da peste Sinto falta do nordeste E um dia quero voltar Para Pernambuco terra de meu coração Terra de padrinho Ciço E o Cangacero Lampião Terra de frevo, ciranda, coco, embolada Escuta aqui meu camarada O que eu vou te falar Essa dança de coco é gostoso de dançar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Dança o coco João Dança Zefrinha Não importa de é de tarde Se é de noite, se é de dia Essa dança do coco Eu nunca vi coisa mas bela Esse coco vem de longe Vem lá de casa amarela Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Segura o coco camará segura o coco Segura o coco não deixa coco quebrar Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia Lé lé lé... lélélé lé lélé... lalalá Lé lélé... lé lélé lé lé lé... laia laia

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Esperança de ser livre

Negro escravo Foi pego fugindo da senzala Correndo nos canaviais Capturado pelo feitor Que no tronco o amarrou E o guerreiro valente gritava de repente uma voz ecoava Mataram o Rei Zumbi Assim a notícia chego E o guerreiro Que nunca chorava Nesse dia ele choro Iê Ô valente guerreiro e forte Não acreditava na sorte Não tinha medo da morte quando o fato aconteceu Com a notícia que veio de longe Dizendo que o Rei Zumbi morreu E o guerreiro amarrado no tronco A Deus pedia proteção Olhando para cima lamentou Ainda chorando falou Ô mataram o Rei Zumbi a esperança de ser livre acabou Ô valente guerreio choro Ê choro choro E o valente guerreiro choro Ô valente guerreio choro Ê choro choro E o valente guerreiro choro Ô valente guerreio choro Ê choro choro E o valente guerreiro choro Ô valente guerreiro e forte Não acreditava na sorte Não tinha medo da morte quando o fato aconteceu Com a notícia que veio de longe Dizendo que o Rei Zumbi morreu E o guerreiro amarrado no tronco A Deus pedia proteção Olhando para cima lamentou Ainda chorando falo Ô mataram o Rei Zumbi a esperança de ser livre acabou

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